Capitulo 1 - O nascimento de Moon Light
- Onde há luz, existe também trevas. Essa é uma frase que oiço muito falar em animes e séries. - narra Kazuma Tsukigami.
Na vila Shikuzawa, no interior do Japão, Kazuma com dez anos, contemplava as estrelas do céu com a sua avó Freya.
- Uau! Tantas estrelas! Como o universo é grande! - disse Kazuma sorrindo. Ele notou que o brilho de algumas estrelas desaparecera. - Ãh? O brilho daquelas estrelas sumiu!
- É obra do Apagador. - disse lhe avó.
- Apagador? Quem é esse? - Kazuma.
- Uma entidade que devora as estrelas após elas completaram o seu ciclo.
- Uah! Existe uma entidade assim?
- Naquele dia, eu vi as estrelas sumiram, até que a minha avó também sumiu. Pelo que ouvi, ela lutava contra essa entidade, que se tornou perversa, querendo mergulhar o universo na escuridão e no vazio. O Apagador eliminou a minha avó. - narra Kazuma.
Nos dias atuais, Kazuma de catorze anos, cabelo preto liso e curto com uma antena preta na nuca, de olhos puxados e moreno, estava na escola.
- Kazuma, vamos ao novo planetário que abriu recentemente na cidade? - pergunta Nathan, de cabelo preto curto ondulado.
- O meu nome é Kazuma Tsukigami, tenho catorze anos. Minhas disciplinas favoritas são história e inglês. A que menos gosto é matemática, sou péssimo com cálculos. Este á minha frente é o Nathan Runuke, tem a mesma idade que eu. É intelegente, estudioso e atlético. Ele tem bom coração, sempre cuida bem de mim. - narra Kazuma.
- Planetário? Não tenho interesse. - Kazuma.
- Eh? Mesmo tu usando esse acessório em forma de lua? - Nathan.
- Ele é uma recordação da minha avó.
- Ah, desculpa! Eu sou um idiota! - disse Nathan chorando.
- Relaxa, ela já faleceu há muito tempo.
- Entendo que não queiras ir ao planetário, mas... o que faço? Já comprei os bilhetes para nós os dois.
- Ãh? Sem me consultar?! - Kazuma suspira e disse. - Não tenho escolha, vou contigo.
- Viva! Um encontro! - Nathan.
- Não é um encontro! - briga Kazuma e pensa. - Ele sempre faz piadas de me levar num encontro. Não sei o que ele vê em mim, mas só deve estar mesmo a brincar.
No espaço uma enorme sombra humanoide, o tal Apagador disse:
- Minhas queridas sombras, venham até mim. Procuram o pingente lunar.
Umas sombras humanoides mais pequenas apareceram.
Após as aulas, Kazuma trocava de sapatos no cacifo. Suspirando disse:
- Por algum motivo, tou com um mau pressentimento quanto a ir ao planetário.
- Kazuma, o que estás aí a pensar com a cabeça no ar? Vamos! - Nathan.
- Sim, sim. - Kazuma.
Indo ao planetário, na fila Kazuma ouve uma voz:
- Não vás! É perigoso!
- Quem é? - Kazuma.
- O que se passa? - Nathan.
Apareceu avó do Kazuma.
- Avó! Estás viva?
- Não, sou apenas um espirito. O Apagador anda atrás de ti. - Freya.
- Avó eu quero lutar. Como faço para despertar o poder do pingente?
- É perigoso demais! Olha o que ele fez comigo.
- Eu preciso de fazer isto. Ele tirou-te a vida, quero vingar-me. - Kazuma.
- Kazuma se queres lutar contra ele tudo bem. Mas para despertar o poder do pingente, não podes ter pensamentos de vingança. A tua mente precisa de manter pura, para seres alguém que lute pelo amor e a justiça. Adeus, meu neto. - Freya desaparecendo.
- Avó não vás! - Kazuma.
- Com quem estás a falar Kazuma? - Nathan. Ele reparou que o Kazuma tinha lágrimas nos olhos. - Kazuma senteste mal? Não precisamos ir ao planetário senão quiseres.
- Estou bem, desculpa. Só me lembrei de algo. Já estou melhor. - disse Kazuma sorrindo.
- Se tu o dizes...- Nathan.
Finalmente entraram no planetário. Sentaram-se e fica escuro.
- Uah! Estou ficando nervoso! - Kazuma.
Nathan deu a mão ao Kazuma.
- Está tudo bem. Estou aqui contigo.
- Não precisas dar-me a mão, mas obrigado.
- Bem vindos ao planetário. As estrelas nos contam histórias dos nossos ancestrais. - disse apresentadora. - Bem, entregam me as vossas luas. - ela se transforma numa sombra espartana em forma de mulher. Os espectadores ficam presos nas cadeiras pelos pulsos.
- O que está acontecer? - Nathan.
As pessoas gritavam assustadas.
- Tens aí um belo pingente. O meu nome é Kokoro. Dá-me esse pingente e te ajudo a eliminares o Apagador.
- Porque uma serva dele o traíria?
- Com o poder do pingente terei o poder suficente para o derrotar e tornar-me a nova governante do universo.
- Jamais o te irei dar. Este pingente é uma recordação da minha avó. Eu preciso de transformar-me. Por favor pingente!
- Hahahaha! É impossível, os pingentes lunares não reagem a pensamentos como vingança. No entanto, nós as sombras estelares podemos alterar a sua forma de uso.
- Pingente! Reage! Eu preciso de salvar estas pessoas ou... ou o mesmo lhes acontecerá como a minha avó! Por favor! Merda! - Kazuma.
- É melhor o me dares. - Kokoro.
- Tudo bem, eu não me vingo. Pelo menos...deixa me salvar estas pessoas! - Kazuma. O pingente começa a brilhar.
- O quê? - Kokoro.
- As palavras estão a vir-me á cabeça. Moon Light, change! - grita Kazuma. Ele se transformou, ficou com um laço enorme amarelo no pescoço, uma camisa amarela, uns calções verdes marinhos e umas botas castanhas. - Luz que ilumina os reinos celestiais, dá - me o poder para exorcizar esse mal. Eu sou o Moon Light.
- Impossível! O pingente não deveria ter reagido! - Kokoro.
- Sword light! - disse Kazuma criando uma espada de luz, indo em direção á Kokoro que se defendeu com uma espada de metal. Eles trocam de golpes com as espadas sem nenhum se ferir.
- O Kazuma... é incrivel! - Nathan.
- Não vou perder esta batalha! - Kazuma usando mais força, quebrou a espada da Kokoro.
- Não poder ser! - Kokoro.
- É o teu fim. Light of Orion! - disse Kazuma com a mão disparando um raio de luz dourada. A Kokoro se transformou em partículas de poeira. As pessoas foram soltas.
- Kazuma isso foi incrivel! Não sabia que tinhas poderes! - Nathan fascinado.
- Na verdade esta foi a minha primeira luta.
As pessoas murmuravam espantadas.
- Nathan o que faço? Todos viram o que aconteceu! Se eu ficar famoso não vou ter paz!
- Deixa que eu trato disso. Pessoal, tudo o que aconteceu aqui foi parte de um show de abertura do novo planetário. Pedimos desculpa se vos assustamos. - Nathan.
- Ah, então foi isso. Claro que monstros não existem. - pessoa 1.
- Aquela transformação foi muito real. Está bem feita. - pessoa 2.
- Obrigado Nathan, salvaste-me a pele.
- Explica me tudo o que aconteceu. Quero detalhes.
- Primeiro vamos sair daqui. - Kazuma.
As roupas do Kazuma voltaram ao normal.
- Então? O que foi tudo aquilo? - Nathan.
- Tornei-me um guerreiro lunar. Contei ao Nathan sobre avó Freya e o Apagador. O que acontecerá daqui para a frente? - narra Kazuma.
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